VARÍOLA DOS MACACOS: CONHEÇA A DOENÇA QUE PREOCUPA O BRASIL E O MUNDO

O contato direto com lesões na pele de pessoas contaminadas é a principal forma de contágio.  


A principal forma de transmissão da varíola dos macacos, doença também conhecida como monkeypox, ocorre por meio do contato direto pessoa a pessoa, chamado de pele a pele.

O Contágio

De acordo com o Ministério da Saúde, o contágio por contato próximo pode ocorrer, principalmente, por relação sexual, beijo, abraço e contato com a pele lesionada, ou com fluidos corporais, como pus, sangue e saliva da pessoa doente.

O contato com objetos contaminados, tais como toalhas, roupas de cama, talheres, pratos e outros utensílios que foram manuseados pela pessoa infectada, também oferecem risco de transmissão. Dessa maneira, trabalhadores da saúde, familiares e parceiros íntimos ficam mais expostos ao risco de infecção.

Os Sintomas

Uma pessoa pode transmitir a doença desde o momento em que os sintomas começam, como a erupção cutânea (feridas na pele), febre, dores no corpo e na cabeça, ínguas, calafrios e fraqueza. O período de transmissão ocorre até que as lesões cicatrizem completamente e uma nova camada de pele se forme.

A doença, na maioria dos casos, evolui de forma benigna e os sinais e sintomas duram de duas a quatro semanas.

Atenção: todas as pessoas com sintomas compatíveis de varíola dos macacos devem procurar atendimento médico imediatamente e adotar as medidas de isolamento recomendadas. O diagnóstico é realizado de forma laboratorial, por teste molecular ou sequenciamento genético. As amostras são direcionadas para oito laboratórios de referência no Brasil.

Brasil: referência no combate à varíola dos macacos

No dia 20 de maio, a Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu alerta sobre o aumento de casos confirmados da doença em países não endêmicos. Em 23 de maio, a Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) estabeleceu a Sala de Situação para organizar a preparação e resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) para o enfrentamento da doença.

Ministério da Saúde

A pasta monitora a doença desde o primeiro caso suspeito relatado no Reino Unido, em maio de 2022, e desde o fim de julho ativou o Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública para Monkeypox (COE-Monkeypox), composto por representantes de todas as secretarias do Ministério, Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

O objetivo do COE é organizar a atuação do Sistema Único de Saúde (SUS) como resposta coordenada à emergência da doença nas três esferas de gestão. Há sete eixos do Centro de Operações de Emergências: plano de contingência para a vigilância; análise de situação; logística de laboratórios; medidas de controle da prevenção; protocolos assistenciais; comunicação; formação e capacitação dos profissionais de saúde.

O Ministério da Saúde segue em esforço conjunto e tratativas para aquisição de vacinas e antivirais para o tratamento da varíola dos macacos, junto às entidades internacionais, Organização Mundial da Saúde (OMS) e OPAS.

Mercosul em alerta

No dia 01 de agosto, representantes dos ministérios da saúde do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia participaram de uma reunião online para debater ações conjuntas contra a monkeypox, também conhecida como varíola dos macacos. Dentre as ações estão a implementação de respostas coordenadas; a proteção às comunidades; medidas de vigilância e saúde pública, o manejo clínico e a prevenção de infecções.

Boletim Epidemiológico

Divulgado pelo Ministério da Saúde no dia 22 de agosto, o boletim epidemiológico Monkeypox apontou que até o dia 13 de agosto foram registradas 10.195 notificações, o que demonstrou um incremento de 219,5% no número de notificações quando comparado à semana anterior. Das notificações recebidas, 3.040 (29,8%) foram classificados como confirmados e 176 (1,7%) como prováveis.

No Brasil, 229 municípios registraram pelo menos um caso confirmado, sendo os municípios de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte os que tiveram maiores registros de casos confirmados.


(BBF Brasil com Ministério da Saúde)

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